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23 de junho de 2018

Resenha: O Menino da Lista de Schindler, de Leon Leyson, Marilyn J. Harran e Elisabeth B. Leyson

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Autores: Leon Leyson, Marilyn J. Harran e Elisabeth B. Leyson
Editora: Rocco Jovens Leitores
256 Páginas

Sinopse: Um pequeno vilarejo, os irmãos, os amigos, as corridas nos campos, os banhos de rio: essa é a verdadeira história de Leon, a história de um mundo despedaçado pela invasão dos nazistas. Quando em 1939 o exército alemão ocupou a Polônia, Leon tinha apenas dez anos. Logo ele e sua família foram confinados no gueto de Cracóvia junto a milhões de outros judeus. Com um pouco de sorte e muita coragem, o menino conseguiu sobreviver ao inferno e foi contratado para trabalhar na fábrica de Oskar Schindler, o famoso empreendedor que conseguiu salvar mais de mil e duzentos judeus dos campos de concentração. Neste testemunho que ficou por tanto tempo inédito, Leon Leyson nos conta sua extraordinária história, na qual, graças à força de um menino, o impossível se tornou possível. O Menino da Lista de Schindler é um legado de esperança e um chamado para que todos nós nos recordemos daqueles que não tiveram a chance do amanhã. Compre o livro aqui.
O Menino da Lista de Schindler conta a história do menino mais novo salvo por Oskar Schindler, Leon Leyson, no Holocausto. O livro, autobiográfico com uns toques de romance, é uma espécie de linha do tempo que narra a vida dele e da família na Polônia desde antes da ocupação nazista até o momento em que a Alemanha perde a guerra e aos poucos deixa o país. 

Leon é natural de Narewka, uma cidade pequena e rural no leste europeu. Ainda bastante criança, se muda para Cracóvia, graças ao bom emprego do pai na cidade. A família, principalmente a mãe de Leon, fica triste por ter que deixar para trás os outros parentes, como os avós e tios, mas todos entendem que essa é a melhor atitude a ser tomada, já que, com essa oportunidade, o pai, a mãe e os irmãos poderiam ficar juntos de novo. 

O menino se encanta com a cidade grande e com todas as novas aventuras que poderá viver nela. Ele se acostuma de forma muito fácil à nova rotina e rapidamente faz novos amigos, que não se importam com o fato de Leon ser judeu. 
"Por isso, nem mesmo o mais assustador dos contos de fadas poderia ter me preparado para as monstruosidades com as quais eu me depararia poucos anos mais tarde, para todas as vezes em que eu escaparia à morte por um triz ou para o herói disfarçado de monstro que salvaria a minha vida". - Pág. 17.
Conforme o tempo passa, a narrativa nos mostra como o comportamento dos moradores de Cracóvia vai mudando e como a censura afeta os judeus e limita a vida deles na cidade, principalmente após 1939 (ano em que o exército alemão ocupa a Polônia). De forma gradativa, eles são obrigados a sentar no fundo do ônibus, andar do lado da calçada que não seja ocupada por não-judeus, ficam proibidos de ir a escola, as famílias perdem o emprego e etc. É interessante, e ao mesmo tempo triste, acompanhar, nesses momentos, como Leon se sente em cada situação, porque no início, a família dele tinha tudo e, logo depois, nada. 


É no fim de 1939 que passamos a conhecer a forma como Oskar Schindler ajudava os judeus e os mantinha vivos. Ele começa oferecendo ao pai de Leon, Moshe, um emprego na fábrica de esmaltes dele em troca de uma carta que fazia com que a família, que a essa altura já vivia nos guetos, não fosse levada nos carros de gado para os campos de concentração e, em outras palavras, fosse morta. Além disso, de alguma forma, Schindler acompanha a família ao longo de toda a história e a ajuda. 

Oskar era um alemão nazista e, durante o livro todo, principalmente nos momentos em que ele aparecia, eu não conseguia entender qual era o interesse dele em ajudá-los, porque isso simplesmente não entrava na minha cabeça. Por causa disso, fiquei com muita, muita, vontade de ler A Lista de Schindler para entender melhor como foi o processo de "criação" da lista e de como Oskar ia salvar todos. 

Em diversas partes do livro eu queria simplesmente abraçar Leon e tentar dizer ou fazer algo que o confortasse, porque é extremamente triste ler tudo o que ele passou e ter consciência de que aquilo realmente aconteceu (e até de formas piores, como nos campos de concentração de Auschwitz) e não poder fazer nada para mudar. O que senti foi uma sensação de impotência e incredulidade que é difícil de descrever.
"Nossa família falava sobre o futuro ou fazia planos para o caso de a situação piorar? Na verdade, não. Não conseguíamos pensar dois minutos à frente quando toda a nossa energia estava concentrada em chegar ao dia seguinte. Vivíamos sempre o momento, determinados a chegar ilesos ao fim do dia". - Pág. 103.
Outras partes que também me tocaram foram as que Leon relatava sobre a fome que ele e a família sentiam. Acredito que essa seja uma das piores formas de se atingir o ser humano, porque é algo essencial para vida e que todos sentem igual, então é muito desumano e covarde privar alguém de se alimentar. 

Queria destacar aqui também que, além de obter a ajuda de Schindler para sobreviver, Leon contou muito com a ajuda dele mesmo, porque em diversos momentos se arriscou muito, seja indo ver a família escondido ou falando diretamente com soldados alemães. A força, garra e determinação que ele teve são extremamente admiráveis. 

Eu recomendo muito O Menino da Lista de Schindler para todos aqueles que querem ler e conhecer um pouco mais afundo sobre histórias da 2ª Guerra e do Holocausto. Esse tema me atrai muito e apesar de eu conhecê-lo bastante, sempre me surpreende.


Um beijo e foca na leitura!

25 de janeiro de 2018

Resenha: Vidas Muito Boas, de J.K Rowling

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Autora: J. K. Rowling 
Editora: Rocco 
80 Páginas

Sinopse: Quando foi convidada a fazer o discurso de paraninfa na Universidade Harvard, J. K. Rowling escolheu falar à turma de formandos sobre dois temas que lhe são muito caros: os benefícios do fracasso e a importância da imaginação. Ter a coragem de fracassar, disse ela, é tão fundamental para uma vida boa quanto qualquer medida convencional de sucesso; imaginar a si mesmo no lugar do outro - em particular de alguém menos afortunado - é uma virtude exclusivamente humana a ser alimentada a todo custo. 
Desde então, as histórias contadas por Rowling e as perguntas provocadoras que ela fez aos jovens formandos inspiraram incontáveis pessoas a pensar no que significa ter uma "vida boa". Com temas como o fracasso, as dificuldades, a imaginação e a inspiração, este livro é ainda tão relevante hoje como foram suas palavras nove anos atrás. Quando nos atrevemos a assumir um risco, e talvez fracassar, e tiramos proveito do poder de nossa imaginação, podemos todos começar a viver com menos cautela e, assim, tornarmo-nos mais receptivos às oportunidades que a vida tem a nos oferecer. Compre o livro aqui.
Vidas Muito Boas traz a transcrição do discurso que J. K. Rowling fez aos formandos da Universidade Harvard em 2008. Nele, a autora, famosíssima por ter escrito a série Harry Potter, relembra um pouco da juventude dela e traz alguns conselhos e aprendizados valiosos sobre a vida e sobre o ser humano.

Conforme faz relatos de experiências pessoais do trabalho e da época de faculdade, J. K. vai nos ensinar a importância de fracassar, porque, sem os obstáculos do caminho, a gente não aprende nada, já que a graça da vida é descobrir como passar por eles. 
"Talvez vocês já mais fracassem na escala em que fracassei, mas é inevitável ter algum fracasso na vida. É impossível viver sem fracassar em alguma coisa, a não ser que vocês vivam com tanto cuidado que acabem não vivendo de verdade - e, neste caso, vocês fracassam por omissão". - Pág. 34. 
Além disso, a autora também nos alerta sobre nossa responsabilidade a partir do momento em que somos capazes de fazer escolhas a partir de quem somos. Isso quer dizer que podemos escolher entre utilizar os recursos de que dispomos, como o curso que escolhemos para a faculdade, nosso trabalho e nossas experiências para ajudar alguém ou não e simplesmente ignorar esses recursos. 

É aqui que coloca-se em pauta a importância da imaginação, porque, nos imaginando no lugar do outro, podemos ajudar a transformar a realidade dele e fazer acontecer, pelo menos minimamente. 
"Não precisamos de magia para transformar nosso mundo; todos já temos dentro de nós o poder de que precisamos: o poder de imaginar melhor". Pág. 67.
Vidas Muito Boas, J. K. Rowling | Foto: Luiza Lamas
O livro é lindo e, talvez, único. Recomendadíssimo para os fãs de J. K. Rowling que querem conhecer um pouco mais sobre os pensamentos da autora e admirá-la ainda mais. Além disso, a obra é cheia de ilustrações que "brincam" e complementam as frases do discurso. 

Para quem quiser assistir ao discurso no YouTube, aqui está um link de acesso, é só clicar e se emocionar (o vídeo é legendado).  

Um beijo e foca na leitura!

6 de janeiro de 2018

Resenha: Extraordinário, de R. J. Palacio

|| 2 comentários:
Autora: R. J. Palacio
Editora: Intrínseca 
320 Páginas 

Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade... Até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele e um menino igual a todos os outros.
R. J. Palacio criou uma historia edificante, repleta de amor e esperança, em que um grupo de pessoas luta para espalhar compaixão, aceitação e gentileza. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem duvida nenhuma, extraordinariamente positivo. Compre o livro aqui.
August Pullman tem dez anos e nasceu com uma síndrome genética que afeta o rosto. Mesmo tendo sido submetido à diversas cirurgias para correções, o menino ainda possui uma grave deformidade facial. É por causa disso que ele sempre teve aulas em casa, com a mãe, e nunca foi a escola. Mas isso vai mudar. 

O menino terá que enfrentar o quinto ano e se acostumar com a rotina escolar: professores de verdade, prazos e lições de casa. Mas, isso não é o pior. Ele também vai conviver com pessoas diferentes e sabe que elas vão olhar torto e fazer comentários maldosos. Principalmente as crianças. August não está completamente preparado para isso. 
"A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma" - Pág. 11. 
Além de ter o ponto de vista de August, o livro também é narrado pelos familiares e amigos próximos dele, como a irmã, o namorado dela, Jack Will e Summer. São essas pessoas que também vão ajudá-lo superar os dias ruins na escola que às vezes fazem com que ele sinta vontade de desistir. 


Extraordinário, R. J. Palacio | Foto: Luiza Lamas
Umas das características do livro de que gostei muito foi o humor de Auggie. Mesmo com tudo o que enfrenta, ele consegue relevar alguns acontecimentos e levar na brincadeira. Acho que isso foi muito importante para dar uma quebrada na narrativa de vez em quando. 
"- Na verdade, concordo com a minha mãe.  Acho que somos muito novos para namorar. Quer dizer, não entendo por que a pressa. - É, também acho - disse o August. - O que é uma pena, sabe, com todas essas gatinhas se jogando em cima de mim e tudo mais...Ele disse isso de um jeito tão engraçado que o leite que eu estava tomando saiu pelo meu nariz quando ri, o que nos fez cair ainda mais na gargalhada" - Pág. 183/184.
Por fim, Extraordinário é um livro sobre empatia, entrega e gentileza. Empatia porque nos ensina um pouco mais a nos colocarmos no lugar do outro e nos mostra que às vezes a gente acha que está fazendo muito, mas na verdade não está fazendo nada mais do que nossa obrigação como ser humano. Entrega porque descobrimos até que ponto podemos ir quando o que está em jogo é uma amizade. E gentileza, porque ela é bem-vinda e necessária. 
" - "Mais gentil que o necessário" - repetiu. - Que frase maravilhosa, não é? Mais gentil que o necessário. Porque não basta ser gentil. Devemos ser mais gentis do que precisamos. Adoro essa frase, essa ideia, porque ela me lembra que carregamos conosco, como seres humanos, não apenas a capacidade de ser gentil, mas a opção pela gentileza" - Pág. 302.
Um beijo e foca na leitura!

1 de janeiro de 2018

Alguns lançamentos de Janeiro: editoras Arqueiro, Intrínseca e Cia das Letras

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Olá, pessoal! Feliz 2018! Como vocês estão? Passaram o Ano Novo bem? Para começar com o pé direito, hoje trago para vocês alguns lançamentos de Janeiro das editoras Arqueiro, Intrínseca e Cia das Letras. Vamos conferir? 

Lançamento: 15/01/2018
880 Páginas
Outlander - A Libélula no Âmbar
Diana Gabaldon

“Intrigante… Profundamente envolvente… Quando se chega à última página, é difícil conseguir esquecer os personagens.” – Daily Press.

Dois personagens inesquecíveis – Claire Randall e Jamie Fraser – estão de volta com uma história de aventura e amor que atravessa séculos…


Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... E sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.

O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, como será possível salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?
Lançamento: 08/01/2018
368 Páginas
Meia Guerra
Joe Abercrombie 

“A trilogia Mar Despedaçado alcançou seu lugar no exclusivíssimo grupo das minhas fantasias favoritas de todos os tempos. Eu devorei os livros e espero de coração que algum dia Joe Abercrombie retorne a este mundo magnífico e cativante.” – James Dashner, autor da série Maze Runner.

“Uma das coisas que eu amo em Abercrombie é que não consigo prever o fim de nenhum dos seus livros, nem mesmo de um dos personagens.” – Robin Hobb, autora da Saga do Assassino.

Apenas meia guerra é travada com espadas.
A outra metade é travada com palavras.
A princesa Skara vê todos os que ama morrerem na sua frente e o seu palácio ser consumido pelas chamas. Tudo o que lhe resta são palavras... Mas palavras podem ser tão letais quanto armas. Disposta a se vingar, ela enfrenta seus medos e aguça a inteligência, indo atrás de pai Yarvi.
O ministro de Gettland já percorreu um longo caminho desde a escravidão, fazendo aliados entre antigos rivais e estabelecendo uma paz instável. Porém, agora, a cruel avó Wexen arregimenta o maior exército desde que os elfos guerrearam contra a Divindade Única e põe Yilling, o Brilhante, como seu comandante – um homem que venera apenas a Morte.
Skara pode ser a peça que faltava para forjar de vez a aliança entre Gettland e Vansterland, alicerçada na fortaleza de seus antepassados, pronta a enfrentar a fúria do Rei Supremo. Nessa guerra, ela contará com o apoio de uma ministra inexperiente, mas leal, e de um matador imprudente que espera superar fantasmas de antigos conflitos sangrentos.

Neste último episódio da série Mar Despedaçado, finalista do British Fantasy Awards, Skara e Yarvi lideram a grande e aguardada batalha rumo a um desfecho inimaginável. 
Lançamento: 08/01/2018
416 Páginas
A Coroa da Vingança
Colleen Houck

“Uma história envolvente de devoção e sacrifício, cheia de humor e perigosas incursões em mundos estranhos.” – VOYA.

“Com diálogos ágeis e elementos da mitologia egípcia, esta aventura romântica agrada em cheio aos fãs de Rick Riordan e da outra série da autora, A Maldição do Tigre.” – Booklist.

Em A Coroa da Vingança, terceira e última aventura da série Deuses do Egito, Colleen Houck nos presenteia com um desfecho tão surpreendente e inspirado quanto o elaborado universo mitológico que criou.

Meses após sua pacata vida como herdeira milionária sofrer uma reviravolta e ela embarcar numa vertiginosa jornada pelo Egito, Lilliana Young está praticamente de volta à estaca zero.
Suas lembranças das aventuras egípcias e, especialmente, de Amon, o príncipe do sol, foram apagadas, e só resta a Lily atribuir os vestígios de estranhos acontecimentos a um sonho exótico. A não ser por um detalhe: duas estranhas vozes em sua mente, que pertencem a uma leoa e uma fada, a convencem de que ela não é mais a mesma e que seu corpo está se preparando para se transformar em outro ser.
Enquanto tenta dar sentido a tudo isso, Lily descobre que as forças do mal almejam destruir muito mais que sua sanidade mental – o que está em jogo é o futuro da humanidade.

Seth, o obscuro deus do caos, está prestes a se libertar da prisão onde se encontra confinado há milhares de anos, decidido a destruir o mundo e todos os deuses. Para enfrentá-lo de uma vez por todas, Lily se une a Amon e seus dois irmãos nesta terceira e última aventura da série Deuses do Egito.
Lançamento: 08/01/2018
272 Páginas
Mais Lindo que a Lua 
Julia Quinn

Considerada a “rainha dos romances de época” pelo Goodreads, Julia Quinn já atingiu a marca de 10 milhões de livros vendidos.

Mais Lindo que a Lua, primeiro livro da série Irmãs Lyndon, é uma história irresistível sobre reencontros e desafios, romantismo e perseverança.

Foi amor à primeira vista. Mas Victoria Lyndon era a filha do vigário, e Robert Kemble, o elegante conde de Macclesfield. Foi o que bastou para os pais dos dois serem contra a união. Assim, quando o plano de fuga dos jovens deu errado, todos acreditaram que foi melhor assim.
Sete anos depois, quando Robert encontra Victoria por acaso, não consegue acreditar no que acontece: a garota que um dia destruiu seus sonhos ainda o deixa sem fôlego. E Victoria também logo vê que continua impossível resistir aos encantos dele. Mas como ela poderia dar uma segunda chance ao homem que lhe prometeu casamento e depois despedaçou suas esperanças?

Então, quando Robert lhe oferece um emprego um tanto incomum – ser sua amante –, Victoria não aceita, incapaz de sacrificar a dignidade, mesmo por ele. Mas Robert promete que Victoria será dele, não importa o que tenha que fazer. Depois de tantas mágoas, será que esses dois corações maltratados algum dia serão capazes de perdoar e permitir que o amor cure suas feridas?
Lançamento: 08/01/2018
496 Páginas
As Crônicas de Marte
George R. R. Martin e Gardner Dozois (organizadores)

“Intenso, divertido e inebriante.” – TOR.

Quinze contos inéditos escritos por grandes autores de ficção científica reunidos pela primeira vez num só volume.

Uma princesa de Marte e As crônicas marcianas, dos mestres Edgar Rice Burroughs e Ray Bradbury, foram clássicos que influenciaram a imaginação de milhões de leitores e mostraram que aventuras espaciais não precisavam se passar numa galáxia distante, a anos-luz da Terra para serem emocionantes. Elas podiam ser travadas logo ali, no planeta vizinho.
Antes mesmo do programa Mariner e da corrida espacial, a imaginação já povoava nosso sistema solar com seres estranhos e civilizações ancestrais, nem sempre dispostos a fazer contato amigável com a Terra. E, de todos os planetas que orbitavam o nosso Sol, nenhum tinha uma aura de maior romantismo, mistério e aventura do que Marte.
Com contos escolhidos e editados por George R. R. Martin e Gardner Dozois, As crônicas de Marte retoma esse sentimento ao celebrar a Era de Ouro da ficção científica, um período recheado de histórias sobre colonizações interplanetárias e conflitos antigos.
Para essa missão, autores consagrados como Michael Moorcock, Mike Resnick, Joe R. Lansdale, S. M. Stirling, Mary Rosenblum, Ian McDonald, Liz Williams e James S. A. Corey foram convidados a revisitar o misterioso planeta vermelho, aqui representado como um destino exótico e desértico, com cidades em ruínas, civilizações impressionantes... e, é lógico, perigos inimagináveis.

Enfim, o bom e velho Marte está de volta.
Lançamento: 19/01/2018
248 Páginas
Todo Dia a Mesma Noite 
Daniela Arbex

Reportagem definitiva sobre a tragédia que abateu a cidade de Santa Maria em 2013 relembra e homenageia os 242 mortos no incêndio da Boate Kiss.
Daniela Arbex reafirma seu lugar como uma das jornalistas mais relevantes do país, veterana em reportagens de fôlego - premiada por duas vezes com o prêmio Jabuti - ao reconstituir de maneira sensível e inédita os eventos da madrugada de 27 de janeiro de 2013, quando a cidade de Santa Maria perdeu de uma só vez 242 vidas.
Foram necessárias centenas de horas dos depoimentos de sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde - ouvidos pela primeira vez neste livro -, para sentir e entender a verdadeira dimensão de uma tragédia sobre a qual já se pensava saber quase tudo. A autora construiu um memorial contra o esquecimento dessa noite tenebrosa, que nos transporta até o momento em que as pessoas se amontoaram nos banheiros da Kiss em busca de ar, ao ginásio onde pais foram buscar seus filhos mortos, aos hospitais onde se tentava desesperadamente salvar as vidas que se esvaíam. Foi também em busca dos que continuam vivos, dos dias seguintes, das consequências de descuidos banalizados por empresários, políticos e cidadãos.

A leitura de Todo Dia a Mesma Noite é uma dolorosa e necessária tomada de consciência, um despertar de empatia pelos jovens que tiveram seus futuros barbaramente arrancados. Enxergá-los vividamente no livro é um exercício que afasta qualquer apaziguamento que possamos sentir em relação ao crime, ainda impune.
Lançamento: 17/01/2018
268 Páginas
Era Uma Vez Uma Mulher que Tentou Matar o Bebê da Vizinha
Liudmila Petauchévskaia

Liudmila Petruchévskaia pertence ao grupo de escritores que não encontram equivalente em nenhum outro autor, tradição ou país. Considerada por alguns herdeira de Allan Poe e Gogol, a maior autora russa viva combina o contexto soviético em que produziu grande parte de sua obra com uma realidade povoada por assombrações, pesadelos, acontecimentos macabros e personagens sinistras.

O resultado são histórias sobrenaturais que retomam a tradição dos contos folclóricos, porém dotadas de um humor contemporâneo e de uma carga política que não precisa se expressar diretamente para existir, pois, assim como não é à toa que a autora teve sua obra banida da União Soviética até o final dos anos 1990, tampouco é por acaso que ela recebeu em 2002 o prêmio de maior prestígio na Rússia pelo conjunto de sua obra.
Por qual lançamento vocês mais se interessaram? Confesso que queria muito o Todo Dia a Mesma Noite, da Daniela Arbex. Tem algum lançamento que vocês querem muito e eu não coloquei aqui no post?


Um beijo e foca na leitura!

31 de dezembro de 2017

Resenha: O Diário de Anne Frank

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Autora: Anne Frank (edição de Otto Frank e Mirjam Pressler)
Editora: Galera Record

349 Páginas

Sinopse: O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrais de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto. 

Lançado em 1947, O Diário de Anne Frank tornou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. 

Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato é finalmente publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O Diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.
O Diário de Anne Frank é um relato sobre os dias em que Anne Frank viveu escondida em uma casa de Amsterdã, na Segunda Guerra Mundial. A menina era judia e a família dela passou a ser procurada após receberem uma carta da SS (Schutzstaffel - o exército que protegia Hitler e o Partido Nazista). 

Anne, na época com 13 anos, dividia o local, que ficava atrás de uma estante de livros, com mais sete pessoas: o pai, Otto Frank, a mãe, Edith Frank, a irmã, Margot Frank, o sr. Dussel e também a família Van Daan (composta por três pessoas). 

O Diário começa no dia 12 de junho de 1942, antes de Anne ter que se esconder, e termina em 1 de agosto de 1944. Conforme as descrições são feitas, conseguimos descobrir como é a vida no Anexo Secreto (como o lugar era chamado e ficou conhecido): o que os moradores de lá comem, o que eles fazem, como se organizam para dormir, ir ao banheiro (por exemplo, não se dava descarga tarde da noite, porque fazia barulho e poderia chamar a atenção de alguém) e também, ficamos sabendo de algumas das intrigas e discussões que lá aconteciam. 

No geral as pessoas sabem, e isso não é spoiler, que o Anexo Secreto foi descoberto em 4 de agosto de 1944 e todos os moradores de lá foram mandados para Auschwitz. Um tempo depois, Anne Frank foi transferida com a irmã para Bergen-Belsen (outro campo de concentração) e morreu de tifo - uma doença bacteriana que é transmitida por alimentos e água contaminados. Otto Frank foi o único sobrevivente dos oito que moravam no Anexo Secreto e foi quem editou o diário de Anne para que se tornasse um livro. 
O Diário de Anne Frank, Anne Frank (edição de Otto Frank e Mirjam Pressler) | Foto: Luiza Lamas
Eu tenho que esclarecer que as minhas impressões sobre O Diário foram bastante influenciadas por O Menino da Lista de Schindler, a minha leitura anterior. Os relatos contidos neste livro mostram uma experiência mais dura com a guerra (passar muita, muita, muita fome, viver nos guetos, ser explorado em campos de concentração e etc). Sendo assim, eu esperava encontrar nos diários de Anne uma maior proximidade dela com o Holocausto, o que não aconteceu (o contexto sobre a guerra é bastante espaçado e pequenino) e, por isso, achei o começo bem parado e eu tinha a impressão de que a vida dela estava fácil demais (acho até que isso pode ser egoísmo da minha parte, mas se for feita uma comparação sobre as experiências contadas nos dois livros, Anne teve muita sorte, ainda que por um período curto). 

Quando eu percebi e aceitei que, na verdade, os relatos contam mais sobre os conflitos internos de Anne (vamos relembrar que em 1942 ela tinha apenas 13 anos) e como ela enxergava a vida morando no Anexo, minha experiência com o livro foi muito melhor. 

Alguns aspectos abordados no diário são o fato de a menina se sentir muito sozinha e ser muito mimada e ninguém dar bola para o que ela pensa. Além disso, também conseguimos perceber o amor enorme que sente pelo pai e o desprezo destinado à mãe (à essas duas últimas partes eu faço muita ressalva, porque o diário de Anne foi editado pelo pai e em alguns momentos ela relata que quer tentar melhorar a relação com a mãe).

Se vocês querem mais um adento, no prefácio da minha edição do livro fica claro que a primeira edição do diário de Anne é The Diary of Anne Frank: The Critical Edition, também conhecida como versão a, sem cortes. Ela possui 719 páginas.  Também há um segundo diário, baseado nesse, mas cortado em muitas partes, conhecido como versão b.  A versão que eu li foi lançada em 2011 e é uma mistura das versões a e b. Ela possui  349 páginas. Vocês não acham que há muito sobre Anne e a família dela que não sabemos? Muito do que ela passou que não é revelado? O que pensam sobre isso? 

Conforme o tempo passa, Anne desenvolve uma paixão, em alguns aspectos até inocente, com o filho dos van Daan, Peter. Eu o achei uma pessoa maravilhosa e foi ele que, às vezes, fez com que eu não parasse de ler. 

A sensação que tive quando li a última passagem do diário foi que algo havia sido rompido, porque, literalmente, e tragicamente, não há um final. Quando li O Menino da Lista de Schindler, eu sabia que o protagonista estava contando a história depois que a guerra havia acabado, então ele havia sobrevivido. Anne não. A última escrita dela não parecia de jeito nenhum uma despedida, tinha até fios de esperança. Foram sensações diferentes que acabaram comigo de formas diferentes, mas as duas deixaram um sentimento de indignação muito grandes. 

Vocês já leram O Diário de Anne Frank? O que acham do livro? Contem para mim nos comentários, vamos conversar :)

Um beijo e foca na leitura!