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1 de fevereiro de 2016

Falando sobre: Perdido em Marte

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Autor: Andy Weir
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
335 Páginas

Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.

Oi gente! O livro de hoje é bem-humorado e imaginei que a narrativa seria carregada de seriedade, mas eu estava enganada! O narrador, Mark Watney, é uma pessoa muito engraçada e sempre faz piada da situação em que está.

"...posso chamá-la como eu quiser. Sou o Rei de Marte.
A história começa quando Mark e outros cinco astronautas da nave Hermes estavam há seis sóis (dias) em Marte, quando uma tempestade de areia extremamente forte apareceu sem previsão e os outros tripulantes conseguem entrar no Veículo de Ascensão de Marte (VAM) e fugir. 

Contudo, durante essa tempestade, Mark foi atingido por uma antena que foi descolada pela força da areia e acabou rasgando o seu traje e isso fez com que ele perdesse o contato com seus companheiros que acreditaram que ele estava morto e fugiram às pressas.

Ele acorda um tempo depois e por estar de bruços seu ferimento não foi tão grave, mas agora estava sozinho em Marte, sem comunicação, com poucos alimentos e tinha que organizar-se para conseguir sobreviver até a próxima missão tripulada, a Ares 4, que provavelmente só irá ocorrer após 900 sóis.
"Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes nem com a Terra. Todos acham que eu estou morto. Estou em um Hab projetado para durar 31 dias."
Assim, Mark, começa a utilizar seus conhecimentos de botânica e engenharia elétrica com gambiarras para sobreviver. A primeira ideia que ele tem é fazer uma plantação de batatas com as que ele e seus companheiros receberam, utilizando o solo de Marte misturado com o solo da Terra que ele tem e como adubo as suas próprias fezes. Maluquice não é? Mas dá certo! hahaha.
"A situação não está tão preta quanto parece. Não se engane, ainda estou na merda. Mas não tão atolado."
O local que ele vive e que faz todas as gambiarras é o Hab, um dos únicos lugares que ficaram após a fuga dos outros astronautas. Mark, como qualquer outro astronauta, passou por vários treinamentos, consegue se virar muito bem sozinho e faz diários de bordo de todas soluções e problemas que ele encontra.
"É horrível saber que minha vida depende dos meus trabalhos manuais de meia-tigela."
Todos os personagens são bem-humorados, principalmente o Mark, pois ele era o alívio cômico da missão Ares 3. Os outros tripulantes também têm personalidade interessantes: a comandante Lewis é uma mulher muito forte e preocupada com a tripulação; a Johanssen é a mais inteligente no quesito instalações da nave; o Beck é o médico; o Martinez é o piloto e o mais maluco (lol), sempre falando besteira e o Vogel é um alemão muito quieto mas que é bem legal.

A história do começo é simplesmente como um homem sozinho e sem comunicação, que o mundo acredita que faleceu, vai se virar sozinho em Marte. E como as pessoas na Terra vão descobrir que ele ainda está vivo.
"Meu Deus, eu daria qualquer coisa para conversar cinco minutos com alguém. Qualquer pessoa, em qualquer lugar. Sobre qualquer assunto."
Eu achei o livro genial! E para quem tem conhecimento técnico sobre química, física e equipamentos espaciais vai amar mais ainda, pois o autor é bem detalhista com esses aspectos sem ser maçante, é claro.

Lembrando que o livro já foi adaptado para o cinema e está concorrendo para as seguintes categorias do Oscar:
  • Melhor Filme 
  • Melhor Ator (Matt Damon) 
  • Roteiro Original 
  • Design de Produção 
  • Efeitos Visuais 
  • Melhor Edição de Som 
  • Melhor Mixagem de Som 
Muitas categorias não é? Ainda não tive oportunidade de assistir ao filme, mas pelo trailer já vi que é bom! Você já assistiram ou leram? Gostaram da resenha? Não esqueçam de comentar! 

E lembrem-se: foca na leitura!
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4 comentários

  1. Esse livro deve ser bom demais! Acredita que até hoje não vi o filme? rsrs
    Preciso resolver as duas coisas o quanto antes! Bela resenha! Adorei o blog! To seguindo ;)



    Academia Literária DF

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    Respostas
    1. Oi Luciano!

      É ótimo!! Tenho que ver também haha
      Obrigada,

      Beijos!

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  2. Comecei a ler o livro e o jeito meio científico dele me confundiu a cabeça e daí acabei pulando pra outra leitura, mas anseio muito por terminar logo Perdido em Marte. Acho a história incrível, é realmente um livro magnífico!

    Saudade meninas! <3

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    Respostas
    1. Oi Gabi!

      Não tive problemas com as partes científicas, a narrativa engraçada do Mark compensa hahah
      Espero que você consiga retomar a leitura!

      Beijos!
      Saudades <3

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