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23 de setembro de 2014

Falando sobre: Meu Pé de Laranja Lima

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Autor: José Mauro de Vasconcelos                                                 Editora: Melhoramentos                                                                      195 Páginas                                                                                                            Sinopse: Na obra juvenil mais conhecida de José Mauro, a pobreza, a solidão e o desajuste social vistos pelos olhos ingênuos de uma criança de seis anos. Nascido em uma família pobre e numerosa, Zezé é um menino especial, que envolve o leitor ao revelar seus sonhos e desejos, por meio de conversas com o seu pé de laranja lima, encontrando na fantasia a alegria de viver.


Se você já leu e gostou de "O Pequeno Príncipe", vai amar o a história desse menino.
"E foi assim que eu ganhei minha roupa de poeta. E eu fiquei lindo!"
O narrador personagem dessa triste história é Zezé, um menino de seis anos de idade que sabe os problemas de gente grande. Ele entende as dificuldades dos pais e a pobreza de sua família.
"A pobreza lá em casa era tanta que a gente desde cedo aprendia a não gastar qualquer coisa. Tudo custava muito dinheiro. Era caro."
Sempre travesso, arruma várias encrencas, tantas que é chamado de "Menino Diabo" pela família e vizinhança. É levado em casa e sempre leva surra, mas na escola é considerado um anjo.

Sua família precisou se mudar por não ter capacidade financeira de manter o aluguel. Na nova casa, mais humilde, mas com um quintal maior e muitas árvores, cada árvore acaba representando um irmão e Zezé fica com a menor. Inicialmente, odeia a ideia de ter como sua, porque é um simples pé de laranja lima e ele queria um pé de árvore grandão. Mas quando conhece seu pé de laranja de verdade, e tem conversa divertida, de montar nele como um cavalinho dá até um nome para ele. 
"Minguinho, agora a gente vai viver sempre perto um do outro. Vou enfeitar você de tão bonito que nenhuma árvore pode chegar a seus pés... Olhe, tudo que eu souber, venho contar a você, tá?"
Adora brincar de "morcego", se pendurar em caminhões e carros. E em uma dessas aventuras, apanha do dono do carro mais bonito da cidade. O dono, Manuel Valadares, o provoca todos os dias, para lembrá-lo de não fazer novamente sua peripécias. Quando Zezé arranja uma baita encrenca, Manuel o ajuda e assim começa uma verdadeira amizade.

Me segurei muito para não chorar no ônibus por causa desse livro, a história tem picos de alegria e extrema tristeza. Acho que o mais triste de tudo na história é a família dele, descontar todas as mágoas em um pequeno menino. Ele é sim um menino travesso, arruma encrenca, mas que muitas de suas surras não fazem sentido, isso sim. 
"Eu não estava fazendo nada. Quando eu mereço, eu não me importo de apanhar. Mas eu não estava fazendo nada."
A edição que eu tenho é antiga, da década de 70, por isso, Zezé fala palavrões e o livro tem uma certa violência também. Quero ler a edição mais recente para comparar esses aspectos posteriormente em outro post.

É isso! E lembrem-se: foca na leitura!
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2 comentários

  1. Eu tenho um amor imeeeeenso por esse livro! Representa muito pra mim. Tão bom ler algo sobre ele depois de tanto tempo.Ótimo texto. :)

    Beijo.
    http://www.tendadoslivros.com.br/

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    Respostas
    1. Fico lisonjeada que tenha se lembrado do livro através do texto.
      Amo muito esse livro e não vejo a hora de ler " Vamos aquecer o sol ", com o mesmo protagonista, porém com dez anos.

      Seu blog é uma graça ♥
      Seguindo
      Beijos

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